Ultrassonografia Transperineal para Assoalho Pélvico

As disfunções do assoalho pélvico feminino são muito frequentes, podendo afetar até 50% das mulheres que tiveram vários filhos. Atualmente o aumento da expectativa de vida na pós-menopausa tem contribuído de forma significativa para as crescentes queixas relacionadas a sinais e sintomas de disfunções do assoalho pélvico, tais como prolapsos dos órgãos ou incontinência urinária e fecal.

As queixas mais frequentes são o aparecimento de uma bola ou massa na região perineal; perda involuntária de urina aos esforços; sensação de evacuação incompleta ou dificuldade para evacuar; perda involuntária de fezes, dentre outras. O antecedente mais importante é o parto normal.

O diagnóstico clínico é fundamental, baseado em história minuciosa e exame físico específico. Os exames de imagem são complementares e tem por objetivo detalhar as estruturas prolapsadas e avaliar a integridade dos grupos musculares do assoalho pélvico.

A abordagem multicompartimental é fundamental na prevenção da recidiva dos sintomas, pois a correção de um defeito isolado pode estar associada a queixas recorrentes em 10 a 30% das pacientes. Além disso, o exame físico pode subestimar ou falhar na identificação do sítio do prolapso em 45 a 90% dos casos. A ultrassonografia é um exame bastante empregado na avaliação da pelve feminina e mais recentemente com o desenvolvimento da tecnologia 3D, surgiu como uma ótima ferramenta na avaliação do assoalho pélvico, de forma não invasiva, rápida e sem o uso de meios de contraste ou radiação ionizante.

É solicitado que se faça uma lavagem com uma solução chamada fosfosoda, via retal, 2 horas antes da ultrassonografia do assoalho pélvico transvaginal 3D.

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